domingo, 23 de fevereiro de 2020

NOTURNA SOLIDÃO

Leve como uma pena,a mão cata a caneta e
a mágica se faz
Um pequeno poema sobre o eterno,
Sobre o mundo e seus devires mais absolutos.
Um instante de ascese
num único suspiro místico
Toda a revelação...ou não.
Só deponho no momento pela vida,breve,verdadeira,derradeira.
Só suspendo um momento a respiração...
O ônibus enfim parte
Estou indo aplacar esses anseios em casa.Qualquer casa,alguma casa,a casa essencial.
Lua,sol,dias que se sobrepõem
Noites de danação,tédio ou delírio.
O brilho,dos teus olhinhos tão infames e malditos
Me inspiram e me fazem flutuar
Mas essa noite não tem luar
E eu estou sozinha.

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