domingo, 9 de agosto de 2020

A Saber

É sempre a mesma farra do boi,
Sempre a mesma gastura
Me enche de ternura,pra depois me apunhalar
Cansei das tuas coisinhas jogadas no meu chão de taco
Teu cheiro de talco,tua voz de locutor
Cansei meu amor
Já era tarde,tava mais do que na hora
Pediu pra ir embora
Teu mel com agrião,veneno enjoo suspirado com chá de boldo sobre nossas ressacas
Tsunamis de amor,chega dessa dor!
Cansei das interfaces pálidas,das surpresas ruins
Do sexo meia boca,tua língua tão impura
Cansei da luxúria escarlate(devora-me mas não me mate)
Escalada triunfal da nossa derrota particular
Hoje não tem jantar, é cada um na sua casa
Como nunca deveria ter deixado de ser
Não mais engulo em silêncio,a saber.

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